sexta-feira, 10 de julho de 2015

Semana Ecumênica



A Semana Ecumênica é um evento anual do Templo Universal Despertar, que acontecerá entre os dias 13 e 17 de julho, que possibilita conhecer a rica diversidade de caminhos espirituais existentes em nosso planeta. Para ela são convidados os representantes autorizados de alguns segmentos religiosos para proferirem uma palestra esclarecedora sobre as bases doutrinárias dos mesmos, dissolvendo dúvidas e libertando as nossas consciências das ideias preconcebidas que levam a maioria das pessoas à separatividade, à intolerância e à falta de amor para com o próximo. Esse é, de fato, o maior intuito desse espaço aberto em nossa casa, em nossas mentes e em nossos corações: prestar esse serviço na construção de uma cultura de paz  e não-violência, de amor e de harmonia sobre todo o planeta. A Semana Ecumênica é um maravilhoso momento de luz ao qual  estão todos convidados. Namastê!

Ministro Ranilson Barros

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Código de Ética dos Índios Norte-Americanos




1 – LEVANTE COM O SOL PARA ORAR.
Ore com frequência. O Grande Espírito o escutará, se você, ao menos, falar.

2 – SEJA TOLERANTE COM AQUELES QUE ESTÃO PERDIDOS NO CAMINHO.
A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza originaram-se de uma alma perdida. Ore para que ele encontrem o caminnho do Grande Espírito

3 – PROCURE CONHECER-SE POR SI MESMO.
Não permita que os outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.

4 – TRATE OS CONVIDADOS EM SEU LAR COM MUITA CONSIDERAÇÃO
Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

5 – NÃO TOME O QUE NÃO É SEU.
Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza ou da cultura. Se não lhe foi dado, não é seu!

6 – RESPEITE TODAS AS COISAS QUE FORAM COLOCADAS SOBRE A TERRA.
Sejam elas plantas ou animais.

7 – RESPEITE OS PENSAMENTOS, DESEJOS E PALAVRAS DAS PESSOAS.
Nunca interrompe os outros ou os ridiculariza, nem rudimente os limites. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.

8 – NUNCA FALE DOS OUTROS DE UMA MANEIRA MÁ.
A energia negativa que você colocar para fora no Universo, voltará multiplicada a você.

9 – TODAS AS PESSOAS COMETEM ERROS.
E todos os erros podem ser perdoados.

10 – PENSAMENTOS MAUS CAUSAM DOENÇAS DA MENTE, DO CORPO E DO ESPÍRITO.
 Pratique otimismo.

11 - A NATUREZA NÃO É PARA NÓS, ELA É UMA PARTE DE NÓS.
Toda a natureza faz parte da nossa família terrenal.

12 – AS CRIANÇAS SÃO A SEMENTE DO FUTURO.
Plante amor nos seus corações e ague com sabedoria e lições de vida. Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que cresçam.

13 – EVITE MACHUCAR OS CORAÇÕES DAS PESSOAS.
O veneno da dor causada aos outros, retornará a vocês.

14 – SEJA SINCERO E VERDADEIRO EM TODAS AS SITUAÇÕES.
A honestidade é o grande teste oara nossa herança do universo.

15 – MANTENHA-SE EQUILIBRADO.
Seu corpo espiritual, seu corpo mental, seu corpo emocional e seu corpo físico; todos necessitam ser fortes,  puros e saudáveis. Trabalhe o seu corpo físico para fortalecer o seu corpo mental. Enriqueça do seu corpo espiritual para curar o corpo emocional.

16 – TOME DECISÕES CONSCIENTES DE COMO SERÁ E COMO REAGIRÁ.
Seja responsável pelas suas próprias ações!

17 – RESPEITE A PRIVACIDADE E O ESPAÇO INDIVIDUAL DOS OUTROS.
Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isto é proibido.

18 – COMECE A SER VERDADEIRO CONSIGO MESMO.
Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, não poderá nutrir e ajudar os outros.

19 – RESPEITE OUTRAS CRENÇAS RELIGIOSAS.
Não force crenças sobre os outros.

20 -  COMPARTILHE SUA BOA FORTUNA COM OS OUTROS.
Participe com caridade!

CONSELHO INDÍGENA INTERTRIBAL NORTE-AMERCANO.
Deste Conselho participaram as tribos: Cherokee, Blackfort, Lumbee Tribe, Plains Cree, Tuscarora, Sicangu Lakota sioux, Crow(Montana) Nothern Cheyene (Montana).
Fonte: Grupo de Estudos Virtual – EU SOU LUZ

Ranilson Barros – Ministro das Religiões

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Domínio da Mente






Do Livro:
Aos Pés do Mestre  -  Krishnamurti


A qualidade de ausência de desejos mostra que o corpo astral precisa ser dominado, e o mesmo acontece em relação ao corpo mental. Isto significa domínio de temperamento, de modo a não poderes sentir cólera ou impaciência; domínio da própria mente, a fim de que o teu pensamento seja sempre calmo e sereno, e através da mente, domínio dos nervos, a fim de que sejam o menos irritáveis possível. Este último objetivo é difícil de atingir, porque, quando tentas preparar-te para a Senda, não podes deixar de tornar seu corpo mais sensível; de sorte que só teus nervos podem ser facilmente estremecidos por um som ou choque, e sentir de modo agudo qualquer pressão. Faze, porém, o melhor que te for possível.

Mente calma implica também em coragem e firmeza. Coragem, para afrontares sem medo as provas e dificuldades da senda; e firmeza para suportares as pequenas perturbações inerentes à vida diária e evitares os aborrecimentos incessantes, oriundos de pequenas coisas em que muita gente consome a maior parte do tempo. O Mestre ensina que não tem a menor importância o que ao homem aconteça exteriormente: tristezas, perturbações, doenças, perdas devem ser nada para ele, e não há de ele permitir que lhe afetem a calma da mente. São o resultados das ações passadas e, quando chegam, cabe-te suportá-las alegremente, com a lembrança de que todo o mal é transitório e que é teu dever permanecer sempre sereno. Pertencem às tuas vidas anteriores e não a esta; não podes alterá-las; portanto, é inútil que com elas te preocupes. Pensa antes no que estás fazendo agora e que determinará os acontecimentos da tua próxima vida, pois essa podes modificar.

Nunca cedas à tristeza nem ao desânimo. O desânimo é mau, porque contamina os outros e tonas as sua vidas mais difíceis, o que não tens o direito de fazer. Portanto, sempre que venha a ti, deves repeli-lo imediatamente.

Deves ainda dominar o teu pensamento de outro modo: não do deixes vaguear. Fixa o teu pensamento naquilo que estiveres fazendo, a fim de que seja feito com perfeição. Não deixes a tua mente ociosa, porém mantém sempre nela bons pensamentos em reserva, prontos a avançar quando ela estiver livre.

Emprega, diariamente, o poder do teu pensamento em bons propósito; sê uma força orientada para a evolução. Pensa cada dia em alguém que saiba esta imerso na tristeza e no sofrimento, ou necessitando de auxílio, e derrama sobre ele teus pensamentos de amor.

Preserva a tua mente de orgulho, porque o orgulho provém somente da ignorância. O homem que não sabe, pensa ser grande, por ter feito alguma grande coisa; mas o sábio compreende que só Deus é grande e que toda boa obra é feita só por Ele.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

ENSINAMENTOS DO XAMANISMO: A Lenda da Mulher Novilha de Búfalo Branco





Um dia, dois jovens guerreiros Sioux estavam caçando nas pradarias do Minesota. Ao subirem uma colina em busca de caça, eles foram surpreendidos ao verem uma jovem mulher, muito bonita surgir diante deles numa nuvem. Retendo o fôlego, eles a observavam. Ela trajava vestes feitas de corça branca. Levava a tiracolo uma sacola de pele e uma pele de búfalo em uma das mãos. Uma pena de águia, trançada nos seus longos cabelos negros, reluzia à luz do sol. Não tema, " disse a mulher, " eu trago paz e felicidade para vocês. Agora me falem, por que vocês estão longe de sua aldeia?"
A graça a beleza dela, incendiou o guerreiro mais velho com pensamentos lascivos, que calou-se. O mais jovem, então respondeu:
-" Nossa aldeia está com falta de comida. " Nós estamos caçando ".
-" Aqui, " ela disse, " leve de volta este pacote aos seus. Diga para os Chefes das sete fogueiras da sua tribo, para reunirem-se na fogueira do conselho e esperarem por mim."
Ao escutar essas palavras, o mais velho deu voz ao seu desejo de acasalar-se com ela, ali mesmo na pradaria, debaixo do sol. No momento em que o guerreiro mais velho tentou agarrá-la, a mulher envolveu-o na pele de búfalo. Uma nuvem envolveu o corpo dele, e quando o pó assentou, no lugar do guerreiro havia um esqueleto recoberto de vermes.
Foi então que Mulher Búfalo Branco, falou ao jovem guerreiro:
-"O homem que olha primeiro a beleza exterior de uma mulher, nunca conhecerá sua beleza divina, pois ele é um cego.Mas o homem que primeiro vê a beleza de seu espírito e sua verdade, esse homem conhecerá o Grande Espírito nessa mulher; se ela quiser deitar-se com ele, ele compartilhará com ela um prazer mais pleno do que poderia imaginar."
-"Você, quando me olhou, não ficou cego com a minha beleza, mas seu primeiro pensamento foi: 'Quem é essa mulher?' 'De onde ela vem?'
'Será ela uma mulher sagrada?'
-"Meu jovem, você também terá o que deseja".
-"Você e seu amigo simbolizam dois caminhos que os homens podem seguir. Se procurar primeiro a sagrada visão do Grande Espírito, estará vendo da mesma maneira que o Criador, e por isso você saberá que aquilo que necessitar da terra chegará às suas mãos. Mas se preferir seguir primeiro, esquecer o Grande Espírito, satisfazer os seus desejos terrenos, você morrerá por dentro".
Foi então que o jovem guerreiro resolveu perguntar quem era ela.
Ela olhou profundamente nos olhos dele e respondeu:
-"Eu sou o Espírito da Verdade. Seu povo me conhece como a Mãe dos Mais Velhos; mas como você pode ver, não sou tão velha assim. Sou a Grande Mãe, que vive dentro de cada Mãe, a moça que brinca em cada criança. Sou a face do Grande Espírito, que seu povo esqueceu. Vim para falar para as nações da planície. Vá para sua aldeia e prepare a minha chegada. Tenho algumas coisas a ensinar, coisas sagradas que sua tribo esqueceu."
O jovem então correu ao seu povo, para transmitir a mensagem de Mulher Búfalo Branco aos Chefes das Sete Fogueiras de sua tribo. Após ouvirem o jovem, toda tribo começou a trabalhar numa enorme cabana, coberta de muitas peles, na qual toda tribo pudesse se reunir.
Quando viram Mulher Búfalo Branco se aproximando pela pradaria, ficaram atônitos. Esperavam por alguém de mais idade. E ela parecia uma donzela, graciosa como a relva que se movia em torno dela no crepúsculo. Seu rosto brilhava como uma luz que falava das flores e das mais finas ervas.
Descalça, como sempre andava nas sua viagens pela terra, ela entrou na grande cabana. Seu vestido de pele de Búfalo Branco irradiava a presença de seu espírito. Sem dizer um palavra, andou em círculo em torno do fogo que ardia no centro da cabana. Cada vez que seu delicados pés tocavam a areia ao redor do fogo, os que a observavam sentiam que cada gesto seu era uma prece de profunda reverência à terra.
Devagar, em silêncio, ela contornou o fogo sete vezes. Quando por fim ela falou, sua voz era como a canção dos pássaros das pradarias.
-"Sete vezes, andei em sete círculos em torno deste fogo, em reverência e silêncio. O fogo simboliza o amor que arde para sempre no coração do Grande Espírito. É o fogo que aquece cada criatura no mundo. Vocês são como um ser único. Esta cabana, feita de muitas peles, é o corpo de vocês. O fogo que arde no centro dela é o amor de vocês." Parou um momento e, devagar, curvou-se para tirar um graveto incandescente das chamas. "Este fogo é mais forte que qualquer um de vocês. Seu povo esqueceu, o que é mais precioso que a água. Vocês esqueceram suas ligações com o Grande Espírito. Eu vim", disse ela erguendo o graveto, "como um fogo do céu para reavivar a memória daquilo que foi, e fortalecê-los para os tempos que virão."
Pousou novamente o graveto no fogo e pegou uma sacola de pele que trazia.
-"Nesta sacola, trago um cachimbo para ajudá-los a recordarem os ensinamentos que eu trago. Tratem-no sempre com respeito. Levem-no sempre em sacolas das mais finas peles, enfeitadas pela mãos mais reverentes. Ponham neste cachimbo um tabaco sagrado plantado especialmente para esse fim. Fumem-no com um sentimento de gratidão ao Grande Espírito, de cujo sopro vocês receberam a vida. Usem o fumo para representar seus pensamentos, suas orações e aspirações ao Grande Espírito."

Até então ela ainda não tinha aberto a sacola na qual estava o cachimbo. Desatou as tiras de couro que a amarrava, e retirou o cachimbo com tal reverência que todos que estavam na cabana, sentiram o coração transbordando e os olhos cheios de lágrimas.-"Este cachimbo sagrado, e cada tragada de fumo sagrado que vocês inalam pelo seu tubo, ajudará vocês a recordarem que cada sopro de vocês é sagrado. O fornilho do cachimbo é feito de pedra vermelha. Tem o formato de círculo. Simboliza a Roda Sagrada, o sagrado círculo da vida, o dar e receber, da inalação e da exalação, pelo qual todas as coisas vivas ingressam na vida pelo poder do Grande Espírito."
Pedindo um pouco de tabaco, Mulher Búfalo Branco colocou-o no fornilho do cachimbo dizendo: "Este tabaco, simboliza o mundo das plantas, o musgo das pedras, as flores, as ervas, as folhas das relvas que cobre a colina para que sua mãe não repouse nua ao sol. Vocês estão aqui para cuidar da terra. Suas vidas são acesas pelo mesmo fogo que arde no coração do Grande Espírito." Assim falando, ela colocou um pequeno graveto no fogo para que ardesse como chama viva. "Da mesma forma que acendo esse graveto no grande fogo, assim todo ser humano é uma chama que faz parte do fogo eterno do amor do Grande Espírito." Devagar, ela tirou o graveto em chamas do fogo, e ergueu-o para que todos o pudessem ver. "Quando vocês viverem em harmonia com o Grande Espírito, sua chama de amor será vivida sempre por aqueles ventos espirituais. Vocês serão tomados de amor pela própria razão da vida! Acenderão o fogo do amor em todos os que encontrarem. Conhecerão o propósito de sua travessia por esse mundo e saberão que o Grande Ser deu uma chama da vida a todos: não para guardarem sua pequenina chama somente para si, amando apenas aquilo que é necessário às suas vidas, mas sim para que pudessem dar o seu amor, e com o fogo desse amor trazer consciência para a terra."
Dizendo isto, ela segurou o graveto bem em cima do fornilho vermelho do cachimbo. Encostou a chama bem no centro do cachimbo, aspirando suavemente pelo tubo até o tabaco incandescer. O cheiro do fumo invadiu o ambiente. "Assim como o tabaco queima neste cachimbo de terra que representa as plantas," continuou Mulher Búfalo Branco, "assim também esse búfalo que vocês vêem entalhados no fornilho de pedra do cachimbo representa as criaturas quadrúpedes que compartilham com vocês esse mundo sagrado. As doze penas que pendem o tubo do cachimbo representam os seres alados com os quais vocês compartilham o grande círculo do céu." Em seguida ela passou o cachimbo ao chefe do conselho dizendo:
-"Tomem este cachimbo. Agradeçam ao Grande Espírito, e passem o cachimbo aos outros do nosso círculo. Que seus pensamentos sejam elevados ao Grande Espírito que vem agora mexer com suas memórias, abrindo os olhos de seus narradores. Cada amanhecer que nasce vermelho no céu do leste, como o fornilho vermelho deste cachimbo, é o nascimento de um novo dia, de um dia sagrado. Lembrem-se sempre de tratar cada criatura como um ser sagrado: as pessoas que vivem além das montanhas, os pássaros, os peixes e os outros animais, todos eles são irmãs e irmãos de vocês. Todos constituem parte sagradas do corpo do Grande Espírito. Tudo é Sagrado."
Neste momento, o cachimbo começa a ser passado de mão em mão. Depois que todos que estavam na cabana deram uma baforada, Mulher Búfalo Branco levantou com reverência o cachimbo para que todos vissem. -"Levem sempre o cachimbo com vocês. Trate-o como um objeto sagrado. Honrem todas as criaturas e vivam suas vidas em harmonia com o Caminho Sagrado do Equilíbrio de que fala cada árvore, cada flor e cada novo dia. Haverá muitas estações nas quais o coração de vocês se sentirá claro e puro como uma nascente nas montanhas, e vocês conhecerão a paz e a alegria do Grande Espírito. Mas, se vocês sentirem que se afastaram da trilha do Caminho Sagrado, se seus corações passarem a pesar dentro de vocês, não percam tempo em arrependimento. Ensinar-lhe-eis uma cerimônia," disse ela acendendo o cachimbo mais uma vez no fogo sagrado, "uma cerimônia que cada um de vocês pode fazer em companhia de outros, a sós em suas tendas, ou lá fora, na pradaria."
Ela deu uma pequena baforada no cachimbo e disse:
-"Parem suas atividades. Procurem uma pedra sobre a qual sentar. Rogando orientação do Grande Espírito. Acendam o cachimbo e deixem que o fornilho vermelho lhes lembre a sagrada escritura, o caminho da vida, o trilho vermelho do sol. Depois de ter aspirado seu fumo em honra do Grande Espírito, em honra da Mãe Terra, em honra dos animais e das pessoas que são fiéis à realidade, depois de ter dado graças as quatro direções, então aspirem uma vez mais para pedirem orientação aos grandes seres alados do mundo dos espíritos. Peça-os para ajudá-los a ver o melhor procedimento a seguir. Peçam para que eles ajudem a vocês fazerem a escolha mais sábia e a reconhecer os passos que devem tomar na trilha que seu EU mais profundo escolher para vocês. Isso permitirá que o fogo que arde dentro de vocês fale em termos claros, sem interrupções. Peça que os seres espirituais que os cercam, entrem em sua vida. Diga-lhes que desejam ajudá-los e ao Grande Espírito no seu trabalho, e perguntem-lhes como fazer isto. Ao ajudarem o Grande Espírito, vocês se ajudarão. Os seres humanos não são inteiramente felizes nem saudáveis senão quando servem aos propósitos para os quais o Grande Espírito os criou."
Novamente ela entregou o cachimbo, para que fosse passado de mão em mão. Durante muito tempo, Mulher Búfalo Branco permaneceu em silêncio, mesmo após ser completado o círculo de baforada no cachimbo. Quando falou novamente, comparou seus ensinamentos a uma árvore; uma árvore que iria florescer à medida que tomavam a si essas coisas, plantando-as no coração de cada um e aplicando-as no dia a dia.
-"Durante longo tempo," ela continuou, "vocês viverão sob a sombra sagrada da Árvore da Compreensão que estou plantando nas suas consciências. E, nas gerações vindouras, seu povo estará unido novamente no Sagrado Círculo da Vida. Infelizmente, essa árvore será derrubada depois de algumas gerações. A árvore parecerá morrer. A Roda Sagrada murchará até ser esquecida. Alguns poucos manterão a luz da verdade ardendo nos seus corações, mas a luz será fraca e, mesmo neles, passará a ser uma brasa pequena e imperceptível."
Guardando o cachimbo na sacola, ela continuou: -"Mas a brasinha permanecerá. Em silêncio, continuará. Mesmo quando vocês tiverem sua terras invadidas, vendidas e roubadas. Essa brasa ainda manterá sua luz acesa, e saibam, meu povo: um grande fogo pode sair de uma única brasa!"
"Quando a tempestade passar, essa brasa acenderá um alvorecer mais forte do que qualquer outra alvorada. Uma nova árvore crescerá, mais gloriosa do que esta que agora deixo com vocês. Com o novo alvorecer, eu voltarei e viverei com vocês. Debaixo da sombra dessa árvore, estarão reunidos não somente as tribos vermelhas, mas as tribos brancas, as tribos negras e as tribos amarelas, vindo de todas as direções. Em harmonia, as quatro raças viverão sob os ramos da nova árvore. Tudo que foi quebrado será refeito por inteiro. A Roda Sagrada será consertada. A comida será farta e os espíritos de todas as criaturas alegrar-se-ão na harmonia de uma nova ordem, perfeita. O Grande Espírito, estará atuando dentro das raças, vivendo, respirando, criando através dos povos da terra. A paz virá as nações."
Despediu-se dizendo que voltaria um dia, então transformou-se num Búfalo Branco, e sumiu envolta nas nuvens e nunca mais foi vista.

FONTE – LOTUS AZUL – CURA XAMÂNICA


Ranilson Barros – Ministro das Religiões

quinta-feira, 19 de março de 2015

A Grande Convergência




Hoje, dia 19 de março, dia de São José, a meia-noite, todos os planetas maiores (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão) se alinharam, até amanhã (sexta-feira, 20/03), os luminares (Sol e Lua) também se juntarão a eles formando a grande convergência.
Primeiro é bom dizer que alinhamentos de planetas são comuns, porém nestes dois dias que se seguem, teremos um alinhamento de todos os grandes planetas, o que é importante. Mas qual o significado nas nossas vidas?
Quando um planeta se alinha com outro ele forma um ângulo chamado conjunção, neste ângulo que os planetas distam um do outro menos que 5º, existe uma reforço de cada planeta sobre o outro. Por exemplo, quando há uma conjunção entre Vênus e a Lua, por exemplo, Vênus que representa os relacionamentos recebe influências maiores da Lua que representa nossos sentimentos fazendo o amor aflorar com mais intensidade durante o trânsito; e também a Lua recebe influências positivas de Vênus fazendo com que nossos sentimentos sejam mais facilmente expressos dentro de nossos relacionamentos. O que vai acontecer hoje, portanto, é a mesma coisa porém numa escala extremamente maior porque todos os planetas influenciarão todos os planetas.
O que esperar então? Mudanças! Muitas mudanças! Isto é ruim? Aí é você quem me diz. As coisas irão mudar na sua personalidade (Sol), nos seus sentimentos (Lua), na forma como você se comunica com as pessoas (Mercúrio), nos seus relacionamentos seja com namorados, filhos, maridos/esposas (Vênus), na forma como você atua no mundo (Marte), se você estiver a vontade com estas mudanças será um sopro de ar fresco na sua vida, mas se você estiver apegado a modelos antigos serão dois dias sofridos.
Que tipo de mudança pode acontecer? Expansão de consciência (Júpiter), Transmutação cármica (Saturno), Revolução (Urano), Renovação (Netuno), Transformação (Plutão). Note que nenhuma destas opções pode ser qualificada como má ou boa por si, tudo dependerá de como vamos passar por estas situações, de como vamos lidar com esta experiência.
Os efeitos da convergência serão sentidos durante as próximas semanas, alguns de nós o viveremos por pelo menos um mês. Mas para os leoninos, os efeitos vão durar seis meses. Até o próximo eclipse solar.
Evoé!

Lenin Campos
fráter do Templo Universal Despertar

sábado, 14 de março de 2015

Lições do Passado: Exemplos da História das Civilizações e o Uso dos Recursos Naturais

A história da humanidade está recheada de exemplos conscientes e sustentáveis de eras e ciclos em que dominamos os recursos naturais sem afetar o ambiente no entorno.
Temos exemplos espetaculares de desenvolvimento e aproveitamento dos recursos hídricos, topográficos e climáticos assim como, também, sinais e ruínas do uso inadequado dessas mesmas fontes.
Sabemos que algumas desses agrupamentos humanos sumiram devido a catástrofes naturais, outras foram dizimadas durante guerras e invasões, e existem as que acabaram sendo dominadas e suas culturas foram sendo assimiladas por outros povos, por exemplo.
No entanto, também existem civilizações que desapareceram sem motivos evidentes, e até hoje muitos pesquisadores tentam entender o que pode ter acontecido com essas sociedades.


Os Olmecas 


                                               Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
Conhecida como uma das primeiras sociedades da cultura pré-colombiana a habitar a Mesoamérica, por volta 1.400 a.C., desapareceram provavelmente em consequência de mudanças ambientais.

Os Rapa Nui


                                                Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia

Antigos habitantes da Ilha de Páscoa, no período entre 300 e 1.200 d.C., esgotaram os recursos naturais do local e tiveram que buscar outro lugar para morar.


Os Harappa







                                                    Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
Também conhecida como Civilização do Vale do Indo, floresceu há milhares de anos, chegando a 5 milhões de pessoas, que se espalhavam pela região que hoje corresponde ao Irã, Paquistão, Índia e Afeganistão. Abandonaram edifícios incríveis de vários pavimentos feitos de barro provavelmente pela alteração gradual nas chuvas, que inviabilizou a  produção de alimentos.

Os Khmer


             Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
No Camboja, complexo urbano grandioso,que  floresceu durante a Idade Média — entre 1.000 e 1.200 d.C. —, e provavelmente abrigou uma população de 1 milhão de pessoas e foi abandonada provavelmente por guerras ou desastres naturais.


 Os Maias

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
Uma das maiores da Mesoamérica, com engenheiros habilidosos e construções grandiosas, sucumbiram a mudanças climáticas que forçaram a população a abandonar os grandes centros devido à fome.

O pesquisador americano  James Diamond, no seu livro Colapso, indaga por que algumas grandes civilizações, que tinham tudo para dar certo, fracassaram ou desapareceram enquanto outras prosperaram? Por que, depois de florescer de forma tão exuberante num determinado período, todas essas civilizações sumiram do mapa deixando para trás apenas ruínas de suas construções? Uma primeira conclusão é que o futuro de todos os grupamentos humanos primitivos sempre dependeu da forma como encararam ou enfrentaram os desastres ambientais que os aguardavam. O planeta Terra, observa Diamond, é um ambiente altamente mutável, no qual o sucesso e a continuidade da vida estão intimamente associados à sua capacidade de se adaptar às mudanças. Sociedades que souberam cuidar dos seus recursos naturais foram mais bem sucedidas ao se antecipar às alterações climáticas e ambientais de modo a conseguir sobreviver à elas. Povos que, ao contrário, exploraram em excesso esses recursos, movidos pela necessidade ou pela imprevidência, traçaram o caminho do próprio fracasso.
É o que Diamond chama de “eco-suicídio”, ou seja, a incapacidade de entender a fragilidade do meio ambiente combinada com a ganância que leva a exploração dos recursos naturais muito além do limite sustentável. O que aconteceu, por exemplo, com a Ilha de Páscoa? A explicação de Diamond: os moradores da Ilha exageraram na exploração dos seus recursos ambientais. Quando os primeiros seres humanos ali chegaram, por volta do século nono da Era Cristã, a ilha era coberta por um densa floresta tropical, repleta de aves e animais. Mas, o desmatamento sem controle para uso agrícola e exploração da madeira, rapidamente transformaram a região em um deserto. A extinção das espécies nativas inviabilizou a caça e a coleta de frutos. Para complicar a situação, o oceano em volta era pobre em peixes e frutos do mar, devido à ausência de corais.
O resultado óbvio foi que, em pouco tempo já não havia recursos para alimentar a população, estimada em cerca de 30 000 habitantes no seu auge. A chegada dos europeus, portadores de doenças como varíola e sarampo, foi uma contribuição adicional e decisiva para o desastre. “Não existe exemplo mais clamoroso de sociedade que destruiu a si própria explorando além da conta seus recursos naturais”, escreve Diamond. Ao investigar essa e outras histórias semelhantes de civilizações fracassadas, Diamond identifica alguns padrões de erro, como o crescimento populacional descontrolado e a exploração excessiva da caça, pesca e outros recursos naturais – todos problemas agravados por fatores como secas, invernos rigorosos, convulsões políticas ou guerras civis. Ciclos de desmatamento excessivo deram lugar à erosão do solo e à fome decorrente do desaparecimento de animais e espécies vegetais usadas na alimentação, seguida da decadência de toda uma civilização.
Natureza e seres humanos, afirma Diamond, estão ligados para sempre por laços indissolúveis. O futuro de um dependerá sempre do outro. A diferença agora é que nunca antes os problemas foram tão graves e em escala tão gigantesca. Enquanto as civilizações antigas enfrentaram problemas locais ou regionais, desta vez a humanidade inteira encontra-se diante do desafio de salvar o planeta. Não é mais apenas um povo ou uma nação ameaçada, mas todos os seres humanos. “O paralelo entre o destino da Ilha de Páscoa e o mundo moderno é absurdamente óbvio”, afirma o autor. “Graças à globalização, ao comércio internacional, aos aviões a jato e à Internet, todos os países do mundo hoje compartilham os mesmos recursos finitos. A Ilha de Páscoa era um lugar isolado no Oceano Pacífico, tanto quanto a Terra é um planeta solitário na imensidão do universo. Quando os habitantes polinésios da ilha se viram em dificuldade, não havia para onde fugir, da mesma forma como nós, seres humanos atuais, não teremos para onde ir caso os problemas atuais continuem a se agravar até o limite do desastre”.

O autor fornece uma lista de doze desafios para a humanidade hoje:
1. Destruição dos habitats naturais
2. Pesca exagerada nos rios e oceanos
3. Redução na diversidade biológica
4. Empobrecimento do solo
5. Crise do petróleo e falta de recursos fósseis capazes de fornecer energia para uma população crescente
6. Dramática redução nos estoques de água potável
7. Redução da energia solar devido às mudanças climáticas
8. Contaminação do solo por resíduos tóxicos
9. Invasão dos antigos habitats naturais por pragas e espécies alienígenas
10. Atividade humana exagerada
11. Super-população do planeta
12. Aumento no impacto per-capita sobre os recursos naturais

Apesar do tom pessimista, Jared Diamond encerra seu livro com uma nota positiva: de todas as sociedades que, ao longo da História, contemplaram o colapso, apenas a nossa tem a oportunidade de aprender com o passado. O problema é que, dependendo de como essas lições forem estudadas e aplicadas, talvez não haja mais ninguém para contar essa história no futuro – como fez Diamond. “Será que algum dia turistas se vão estarrecer confundidos perante as gigantescas estruturas decadentes de arranha-céus nova-iorquinos, da mesma forma que hoje nos impressionamos pelas ruínas das cidades Maia conquistadas pela selva? ”


FONTES:
http://www.megacurioso.com.br/misterios/39598-5-antigas-civilizacoes-que-desapareceram-misteriosamente.htm
COLAPSO – Jared Diamond; Editora Record, 2005

Ministério do Meio Ambiente
Ministra Viviane Teles