quinta-feira, 19 de março de 2015

A Grande Convergência




Hoje, dia 19 de março, dia de São José, a meia-noite, todos os planetas maiores (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão) se alinharam, até amanhã (sexta-feira, 20/03), os luminares (Sol e Lua) também se juntarão a eles formando a grande convergência.
Primeiro é bom dizer que alinhamentos de planetas são comuns, porém nestes dois dias que se seguem, teremos um alinhamento de todos os grandes planetas, o que é importante. Mas qual o significado nas nossas vidas?
Quando um planeta se alinha com outro ele forma um ângulo chamado conjunção, neste ângulo que os planetas distam um do outro menos que 5º, existe uma reforço de cada planeta sobre o outro. Por exemplo, quando há uma conjunção entre Vênus e a Lua, por exemplo, Vênus que representa os relacionamentos recebe influências maiores da Lua que representa nossos sentimentos fazendo o amor aflorar com mais intensidade durante o trânsito; e também a Lua recebe influências positivas de Vênus fazendo com que nossos sentimentos sejam mais facilmente expressos dentro de nossos relacionamentos. O que vai acontecer hoje, portanto, é a mesma coisa porém numa escala extremamente maior porque todos os planetas influenciarão todos os planetas.
O que esperar então? Mudanças! Muitas mudanças! Isto é ruim? Aí é você quem me diz. As coisas irão mudar na sua personalidade (Sol), nos seus sentimentos (Lua), na forma como você se comunica com as pessoas (Mercúrio), nos seus relacionamentos seja com namorados, filhos, maridos/esposas (Vênus), na forma como você atua no mundo (Marte), se você estiver a vontade com estas mudanças será um sopro de ar fresco na sua vida, mas se você estiver apegado a modelos antigos serão dois dias sofridos.
Que tipo de mudança pode acontecer? Expansão de consciência (Júpiter), Transmutação cármica (Saturno), Revolução (Urano), Renovação (Netuno), Transformação (Plutão). Note que nenhuma destas opções pode ser qualificada como má ou boa por si, tudo dependerá de como vamos passar por estas situações, de como vamos lidar com esta experiência.
Os efeitos da convergência serão sentidos durante as próximas semanas, alguns de nós o viveremos por pelo menos um mês. Mas para os leoninos, os efeitos vão durar seis meses. Até o próximo eclipse solar.
Evoé!

Lenin Campos
fráter do Templo Universal Despertar

sábado, 14 de março de 2015

Lições do Passado: Exemplos da História das Civilizações e o Uso dos Recursos Naturais

A história da humanidade está recheada de exemplos conscientes e sustentáveis de eras e ciclos em que dominamos os recursos naturais sem afetar o ambiente no entorno.
Temos exemplos espetaculares de desenvolvimento e aproveitamento dos recursos hídricos, topográficos e climáticos assim como, também, sinais e ruínas do uso inadequado dessas mesmas fontes.
Sabemos que algumas desses agrupamentos humanos sumiram devido a catástrofes naturais, outras foram dizimadas durante guerras e invasões, e existem as que acabaram sendo dominadas e suas culturas foram sendo assimiladas por outros povos, por exemplo.
No entanto, também existem civilizações que desapareceram sem motivos evidentes, e até hoje muitos pesquisadores tentam entender o que pode ter acontecido com essas sociedades.


Os Olmecas 


                                               Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
Conhecida como uma das primeiras sociedades da cultura pré-colombiana a habitar a Mesoamérica, por volta 1.400 a.C., desapareceram provavelmente em consequência de mudanças ambientais.

Os Rapa Nui


                                                Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia

Antigos habitantes da Ilha de Páscoa, no período entre 300 e 1.200 d.C., esgotaram os recursos naturais do local e tiveram que buscar outro lugar para morar.


Os Harappa







                                                    Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
Também conhecida como Civilização do Vale do Indo, floresceu há milhares de anos, chegando a 5 milhões de pessoas, que se espalhavam pela região que hoje corresponde ao Irã, Paquistão, Índia e Afeganistão. Abandonaram edifícios incríveis de vários pavimentos feitos de barro provavelmente pela alteração gradual nas chuvas, que inviabilizou a  produção de alimentos.

Os Khmer


             Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
No Camboja, complexo urbano grandioso,que  floresceu durante a Idade Média — entre 1.000 e 1.200 d.C. —, e provavelmente abrigou uma população de 1 milhão de pessoas e foi abandonada provavelmente por guerras ou desastres naturais.


 Os Maias

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
Uma das maiores da Mesoamérica, com engenheiros habilidosos e construções grandiosas, sucumbiram a mudanças climáticas que forçaram a população a abandonar os grandes centros devido à fome.

O pesquisador americano  James Diamond, no seu livro Colapso, indaga por que algumas grandes civilizações, que tinham tudo para dar certo, fracassaram ou desapareceram enquanto outras prosperaram? Por que, depois de florescer de forma tão exuberante num determinado período, todas essas civilizações sumiram do mapa deixando para trás apenas ruínas de suas construções? Uma primeira conclusão é que o futuro de todos os grupamentos humanos primitivos sempre dependeu da forma como encararam ou enfrentaram os desastres ambientais que os aguardavam. O planeta Terra, observa Diamond, é um ambiente altamente mutável, no qual o sucesso e a continuidade da vida estão intimamente associados à sua capacidade de se adaptar às mudanças. Sociedades que souberam cuidar dos seus recursos naturais foram mais bem sucedidas ao se antecipar às alterações climáticas e ambientais de modo a conseguir sobreviver à elas. Povos que, ao contrário, exploraram em excesso esses recursos, movidos pela necessidade ou pela imprevidência, traçaram o caminho do próprio fracasso.
É o que Diamond chama de “eco-suicídio”, ou seja, a incapacidade de entender a fragilidade do meio ambiente combinada com a ganância que leva a exploração dos recursos naturais muito além do limite sustentável. O que aconteceu, por exemplo, com a Ilha de Páscoa? A explicação de Diamond: os moradores da Ilha exageraram na exploração dos seus recursos ambientais. Quando os primeiros seres humanos ali chegaram, por volta do século nono da Era Cristã, a ilha era coberta por um densa floresta tropical, repleta de aves e animais. Mas, o desmatamento sem controle para uso agrícola e exploração da madeira, rapidamente transformaram a região em um deserto. A extinção das espécies nativas inviabilizou a caça e a coleta de frutos. Para complicar a situação, o oceano em volta era pobre em peixes e frutos do mar, devido à ausência de corais.
O resultado óbvio foi que, em pouco tempo já não havia recursos para alimentar a população, estimada em cerca de 30 000 habitantes no seu auge. A chegada dos europeus, portadores de doenças como varíola e sarampo, foi uma contribuição adicional e decisiva para o desastre. “Não existe exemplo mais clamoroso de sociedade que destruiu a si própria explorando além da conta seus recursos naturais”, escreve Diamond. Ao investigar essa e outras histórias semelhantes de civilizações fracassadas, Diamond identifica alguns padrões de erro, como o crescimento populacional descontrolado e a exploração excessiva da caça, pesca e outros recursos naturais – todos problemas agravados por fatores como secas, invernos rigorosos, convulsões políticas ou guerras civis. Ciclos de desmatamento excessivo deram lugar à erosão do solo e à fome decorrente do desaparecimento de animais e espécies vegetais usadas na alimentação, seguida da decadência de toda uma civilização.
Natureza e seres humanos, afirma Diamond, estão ligados para sempre por laços indissolúveis. O futuro de um dependerá sempre do outro. A diferença agora é que nunca antes os problemas foram tão graves e em escala tão gigantesca. Enquanto as civilizações antigas enfrentaram problemas locais ou regionais, desta vez a humanidade inteira encontra-se diante do desafio de salvar o planeta. Não é mais apenas um povo ou uma nação ameaçada, mas todos os seres humanos. “O paralelo entre o destino da Ilha de Páscoa e o mundo moderno é absurdamente óbvio”, afirma o autor. “Graças à globalização, ao comércio internacional, aos aviões a jato e à Internet, todos os países do mundo hoje compartilham os mesmos recursos finitos. A Ilha de Páscoa era um lugar isolado no Oceano Pacífico, tanto quanto a Terra é um planeta solitário na imensidão do universo. Quando os habitantes polinésios da ilha se viram em dificuldade, não havia para onde fugir, da mesma forma como nós, seres humanos atuais, não teremos para onde ir caso os problemas atuais continuem a se agravar até o limite do desastre”.

O autor fornece uma lista de doze desafios para a humanidade hoje:
1. Destruição dos habitats naturais
2. Pesca exagerada nos rios e oceanos
3. Redução na diversidade biológica
4. Empobrecimento do solo
5. Crise do petróleo e falta de recursos fósseis capazes de fornecer energia para uma população crescente
6. Dramática redução nos estoques de água potável
7. Redução da energia solar devido às mudanças climáticas
8. Contaminação do solo por resíduos tóxicos
9. Invasão dos antigos habitats naturais por pragas e espécies alienígenas
10. Atividade humana exagerada
11. Super-população do planeta
12. Aumento no impacto per-capita sobre os recursos naturais

Apesar do tom pessimista, Jared Diamond encerra seu livro com uma nota positiva: de todas as sociedades que, ao longo da História, contemplaram o colapso, apenas a nossa tem a oportunidade de aprender com o passado. O problema é que, dependendo de como essas lições forem estudadas e aplicadas, talvez não haja mais ninguém para contar essa história no futuro – como fez Diamond. “Será que algum dia turistas se vão estarrecer confundidos perante as gigantescas estruturas decadentes de arranha-céus nova-iorquinos, da mesma forma que hoje nos impressionamos pelas ruínas das cidades Maia conquistadas pela selva? ”


FONTES:
http://www.megacurioso.com.br/misterios/39598-5-antigas-civilizacoes-que-desapareceram-misteriosamente.htm
COLAPSO – Jared Diamond; Editora Record, 2005

Ministério do Meio Ambiente
Ministra Viviane Teles

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Para Refletir: O Planeta Está Dentro de Nós




Do livro: Espiritismo e Ecologia
Autor: André Trigueiro

Somos feitos rigorosamente dos mesmos elementos que constituem o planeta. A palavra homem, de onde vem Humanidade, tem origem no latim húmus. A palavra Adão, que aparece no Velho Testamento, como a primeira criatura humana, significa terra fértil em hebraico. Essa mesma terra – que empresta o nome ao planeta e à nossa espécie – se revela no mais rudimentar dos exames de sangue, quando descobrimos que por nossas veias transportamos minérios que que jazem nas profundezas do solo. Ferro, zinco, cálcio, selênio, fósforo, manganês, potássio, magnésio e outros elementos são absolutamente fundamentais à nossa saúde e bem-estar. Se descuidamos da ingestão desses alimentos – nosso metabolismo fica exposto a diferentes gêneros de desequilíbrio e doenças.
O mesmo ocorre em relação a água. As primeiras estruturas microscópicas de vida do planeta apareceram nas águas salgadas e quentes dos mares primitivos. Também quente é o liquido que nos envolve no período de gestação no útero materno. O soro fisiológico – bem como o soro caseiro – salva vidas quando recompõe a tempo nossa necessidade deste precioso líquido. Por um capricho divino, a proporção de água do planeta (70%) é a mesma com que esse elemento compõe o nosso corpo físico. Precisamos ingerir pelo menos 2,5litros de água por dia para assegurar o bom funcionamento do metabolismo, irrigando células, glândulas, órgãos, tecidos. Também precisamos de uma quantidade mínima de água no ar que respiramos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), se a umidade relativa do ar oscilar entre 20% e 30%, deve-se considerar estado de atenção; entre 12% e 20%, é estado de alerta; abaixo de 12%, é estado de emergência. É absolutamente desagradável – e ameaça a saúde – respirar num ambiente com pouco vapor d`água misturado ao ar.
O elemento fogo se revela simbolicamente em diferentes fenômenos fundamentais à manutenção da vida. Vem do sol a energia que sustenta todas as estruturas vitais do planeta, cujo núcleo é composto de uma grande massa de magma incandescente. O que se convencionou chamar de EFEITO ESTUDA é a capacidade de a atmosfera reter parte do calor irradiado pelo sol. Trata-se de um fenômeno natural, que assegura a manutenção da temperatura média do globo na faixa de 15 graus. Não fosse possível reter esse calor através dos gases que compõem a atmosfera, a temperatura média do planeta seria de 23 graus negativos, reduzindo-se drasticamente a presença de vida na Terra. O aquecimento é o agravamento do efeito estufa, causado principalmente pela queima progressiva do petróleo, carvão e gás, que gera inúmeros problemas à Humanidade por meio de  mudanças climáticas. Por fim, somos animais de sangue quente, graças ao trabalho ininterrupto de um poderoso músculo do tamanho de uma mão fechada, que irriga vida para todas as partes do corpo humano. O coração é a grande usina de calor do organismo, símbolo maior do amor e  de nossa capacidade de doar, de nos entregar e de manifestar so mais nobres sentimentos.
O ar é o elemento mais urgente para nossa existência. Podemos passar vários dias sem ingerir alimentação sólida, um número menor de dias sem líquidos, mas apenas alguns poucos instantes sem ar. Na milenar tradição mística da Índia, o prana – our força vital – é absorvido pela respiração. Numerosas práticas de meditação preconizam a necessidade de respirarmos com consciência, entendendo a inspiração e a expiração como importante ferrameta de troca de energia com o meio que nos cerca. A respiração profunda regula o batimento cardíaco, harmoniza os centrod de força (ou chacras) que acumulam e distribuem a energia vital, ajuda a clarear o raciocínio e a guiar as emoções. Considerando a importância estratégica de todos esses elementos para nossas vidas, é forçoso reconhecer que sem água potável, terra fértil, ar respirável e incidência adequada de luz e calor, nosso projeto evolutivo encontra-se ameaçado. As condições cada vez menos acolhedoras de nossa casa (oikos) tornam o ambiente hostil à vida humana por nossa própria imperícia, imprudência e negligência. Sofremos as consequências dos estragos que determinamos ao meio que nos cerca porque, na verdade, o que está fora também está dentro. Não é mais possível separar a Humanidade do planeta. “ O meio ambiente começa no meio da gente”.
No capitulo X de A Gênese, Allan Kardec ratifica esse princípio comum ao dizer que “são os mesmos elementos constitutivos dos seres orgânicos e inorgânicos, que os sabemos a formar incessantemente, em dadas circunstâncias, as pedras, as plantas e os frutos”. O que vale para o corpo físico, também vale para a substância que envolve o Espírito, como aparece explicado no primeiro capítulo de O Livro dos Espíritos. É o que na Doutrina se convencionou chamar de perespírito.
- Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm ao nosso meio, tomam um perespírito mais grosseiro?
- É necessário que se revistam de vossa matéria, já o dissemos.
Esse fluido cósmico universal – matéria-prima de tudo que existe – assume diferentes formas e texturas na exuberante rede de sistemas que se desdobram pelo Universo. Somos todos, essencialmente, feitos da mesma coisa. A compreensão dessa realidade poderá determinar o aparecimento de uma nova ética existencial, na qual nos reconheçamos como parte do Todo, e na razão pela qual o Universo existe.

Ministério do Meio Ambiente
Ministra Viviane Teles