quarta-feira, 16 de abril de 2014

As dificuldades da implantação do PIB verde no Brasil.



Falta de acordo entre autoridades internacionais e brasileiras adia a implantação do índice que mede o quanto um pais pode ser sustentável.

Foto: asianjournal 

Mesmo que os especialistas tenham detectado a importância de criar índices de sustentabilidade, ainda existem dúvidas sobre o fundamento dos parâmetros os quais vão baseá-los. O tema foi debate em outubro, durante a 2ª edição do The Rio Climate Challenge – Rio Clima, conferência organizada pelo Instituto OndAzul.
No evento a indagação das autoridades e especialistas em sustentabilidade era se os indicadores do Produto Interno Bruto (PIB, que mede o total de bens e serviços fabricados no país) convencional, incluindo elementos qualitativos de natureza social e ambiental, poderiam servir de base ou se ainda haveria a necessidade de criar outra métrica a qual estaria estruturada no valor restante das despesas básicas já quitadas pelas famílias.
De acordo com o deputado Alfredo Sirkis (PSB-RJ), presidente da Subcomissão Especial da Câmara dos Deputados para a 19ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-19), em entrevista à EBC (Empresa Brasil de Comunicação), o atual PIB já não pode ser base para mensurar o desenvolvimento de um país. Além disso, para mensurar o PIB Verde é necessário se fundamentar nas três vertentes (econômica, ambiental e social). A grande questão, no entanto, destacada pelo deputado, é de como conjugar essas três variações.
Atualmente o debate em torno de um novo indicador de sustentabilidade é complexa, tendo em vista as diferenças ambientais, sociais e econômicas apresentadas pelos países. Esta discussão sobre o PIB Verde vem ocorrendo desde a conferência dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), questão anunciada a partir da Rio+20, evento mundial de sustentabilidade ocorrido no Brasil em 2012.
Diante da dificuldade de se chegar a uma conformidade sobre o PIB Verde, o tema não integra as recomendações que serão levadas pela subcomissão da Câmara dos Deputados à COP-19, em Varsóvia. “Todo mundo concorda que o PIB é ruim, pelo uso que se dá, do ponto de vista do desenvolvimento sustentável, mas não houve consenso em relação a essa situação”.
 Foto: Depositphotos
O problema, segundo o deputado, é que ainda não é possível padronizar esses índices, pois se trata de realidades distintas entre nações. Ele acredita, entretanto, que futuramente, diante das premissas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), a ONU vai finalmente realizar alguma formulação das diretrizes que vão medir o PIB Verde.
A proposta do PIB Verde foi formulada pela Organização das Nações Unidas (ONU), durante a Conferência para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), ocorrida no Rio de Janeiro, no ano passado. O indicador proposto refletiria a riqueza real dos países, bem como a sua capacidade de crescimento futuro, considerando, entre outros fatores, a qualidade de vida, a disponibilidade de recursos naturais e o nível de educação das populações.


PUBLICADO EM 4 DE MARÇO DE 2014



Valorização Ambiental




O que é valorização ambiental e como ela ajuda a diminuir o impacto no meio ambiente?

A prática pode fornecer subsídios para a criação de políticas de preservação ecológica, além servir de parâmetro para o estabelecimento de multas por degradação de recursos naturais.

Foto: Depositphotos
 
Em uma sociedade capitalista é difícil mensurar algum tipo de patrimônio que não seja pelo seu valor monetário, até porque, no final das contas, os interesses na maioria das vezes são centralizados no dinheiro. Assim, em tempos de exaltação da ecologia, acaba sendo vantajoso calcular o valor de patrimônios naturais.
A valoração ambiental é exatamente isso, colocar um preço em ativos ambientais, às mudanças ocorridas neles e aos efeitos que estas alterações surtem no bem-estar do homem. Este procedimento pode ser feito de várias maneiras, entre as quais se destacam dois conceitos: a economia do meio ambiente e a economia ecológica.
A economia do meio ambiente se baseia no princípio de que o meio ambiente é um bem público e os efeitos ambientais são fruto de externalidades produzidas pela manutenção da economia. Já a economia ecológica aborda o problema como se a interação entre o ambiente e os processos econômicos acontecesse de maneira natural, já que a economia depende das características físicas do planeta para se desenvolver.
Deste modo, são fornecidos mais subsídios para a implantação de políticas públicas de conservação de recursos naturais. Os valores estimados ainda podem servir de base para a aplicação de taxas ou multas ambientais por danos ao patrimônio natural, se necessário. É aí que entra a maior contribuição ecológica desta prática, a valorização de recursos naturais. As chances de responsáveis por degradações ambientais não pagarem por seus atos diminuem, além de a multa cobrir o custo para a revitalização do local, assim pode-se alcançar uma sensível diminuição do impacto no meio ambiente.
Os locais que mais utilizam esta prática são justamente os biomas ou locais em que recursos naturais estão expostos a algum tipo degradação. Áreas turísticas que são visitadas por muitas pessoas, locais que abrigam recursos naturais como rios, florestas e tem como vizinhas indústrias, pastos agropecuários ou campos de plantações, são exemplos.
  
 Foto: ambiente.sp.gov

FONTE: http://www.pensamentoverde.com.br/
PUBLICADO EM 3 DE MARÇO 2014